Itália: Orgulho e Reflexão do País Anfitrião
A Itália celebrou com orgulho os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Autoridades e público elogiaram o evento, com o Presidente Sergio Mattarella destacando uma “Itália que mostra talento e coesão”. A Primeira-Ministra Giorgia Meloni descreveu os Jogos como “uma extraordinária montra internacional”, enquanto o Presidente do Comité Olímpico Italiano, Giovanni Malagò, celebrou as 30 medalhas conquistadas como um “feito histórico”. Paralelamente, o debate sobre os custos, o legado das infraestruturas e a futura utilização dos locais de competição continuou.
França: Olhando para 2030 e Aprendendo com os Vizinhos
Para a França, Milão-Cortina serviu como um importante ensaio para os Jogos de Inverno de 2030, que acontecerão nos Alpes franceses. A Presidente do Comité Nacional Olímpico e Desportivo francês, Amélie Oudéa-Castéra, sentiu “plenamente o espírito olímpico” e elogiou a organização italiana pela gestão bem-sucedida, apesar da dispersão geográfica. A Ministra dos Desportos, Marina Ferrari, considerou que “a Itália geriu bem” e que a França tem lições a aprender.
Espanha: Um Desempenho Histórico nos Esportes de Neve
A Espanha alcançou seu melhor desempenho de inverno em Milão-Cortina, conquistando três medalhas, todas no esqui alpino. Oriol Cardona garantiu o ouro no sprint masculino, a primeira medalha de ouro espanhola desde 1972. Ana Alonso levou o bronze no sprint feminino, e a dupla conquistou outro bronze na estafeta mista. Este feito histórico destaca o surgimento de uma nova geração de atletas e posiciona o esqui alpino como uma disciplina estratégica para o futuro olímpico do país.
Alemanha e Polônia: Sucesso e Desafios na Cobertura
A Alemanha terminou em quinto lugar no quadro de medalhas, com 26 pódios, incluindo 10 ouros. Apesar do sucesso desportivo, a cobertura mediática foi marcada por eventos noticiosos diversos, desde o controverso uniforme da equipa na cerimónia de abertura até acidentes dramáticos durante as competições. Já a Polónia celebrou uma melhoria significativa, com quatro medalhas (três pratas e um bronze). O desempenho do saltador de esqui Kacper Tomasiak foi um destaque, e o otimismo sobre o futuro cresce com a juventude dos atletas medalhistas. No entanto, queixas sobre equipamento deficiente e falta de apoio da federação desportiva também trouxeram desafios à cobertura.
Portugal, Grécia e Turquia: Interesses Variados e Aspirações Futuras
Em Portugal e na Grécia, os Jogos Olímpicos de Inverno atraem pouca atenção devido à falta de tradição e infraestruturas para desportos de inverno. O interesse é maior nas redes sociais, com resultados de pouca relevância. A Turquia, por outro lado, viu um aumento no número de atletas participantes e um foco especial em Fatih Arda İpcioğlu nos saltos de esqui. Comentadores turcos elogiaram a organização de Milão-Cortina como um modelo para as aspirações de acolher os Jogos em Erzurum no futuro.
Rússia: Atletas Neutros SobxCensura
Atletas russos e bielorrussos competiram como “atletas neutros individuais” em Milão-Cortina, devido à proibição de competir sob suas bandeiras desde a invasão da Ucrânia. A televisão estatal russa adaptou sua cobertura, inicialmente limitada, para destacar o sucesso dos atletas neutros, como a medalha de prata de Nikita Filippov, saudada como uma conquista significativa.
Fonte: pt.euronews.com




