Encontro Estratégico em Brasília
Representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) reuniram-se em Brasília para discutir a Resolução CFM nº 2.448/2025, que regulamenta a auditoria médica. O encontro, que contou com a presença do diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, e do presidente do CFM, José Hiran Gallo, teve como objetivo principal debater os impactos regulatórios e operacionais da nova norma, que tem gerado discussões acaloradas entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços médicos.
Foco na Autonomia Médica e Segurança do Paciente
A resolução publicada em 2025 estabelece diretrizes claras para a auditoria médica, reafirmando-a como um ato privativo de médicos. O CFM defende que a norma fortalece a autonomia profissional e a segurança do paciente, ao mesmo tempo em que se mostra aberto ao diálogo com a ANS para eventuais ajustes. A agência, por sua vez, solicitou a reunião para alinhar entendimentos sobre os efeitos da resolução no setor de saúde suplementar.
Pontos de Atenção para o Setor
Entre os aspectos mais debatidos da nova resolução estão a delimitação da auditoria como atividade exclusiva de médicos, a restrição à realização remota de auditorias e novas regras para a revisão de procedimentos e glosas. Desde sua divulgação, a norma tem sido acompanhada de perto por diversos atores do mercado, que apontam o potencial de aumento nos custos operacionais, alterações nos fluxos de autorização e auditoria, e uma possível reconfiguração nas relações entre operadoras e prestadores de serviços. Especialistas e entidades representativas também levantam preocupações sobre possíveis conflitos normativos com outras categorias da saúde e riscos de judicialização.
Diálogo em Busca de Soluções
A reunião entre ANS e CFM sinaliza um esforço conjunto para entender e, possivelmente, ajustar a aplicação da resolução, visando mitigar os receios levantados pelo setor. O objetivo é garantir que a norma atenda aos propósitos de qualificar a auditoria médica, proteger os pacientes e manter a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar, ao mesmo tempo em que se respeita a autonomia e a expertise dos profissionais médicos.
Fonte: futurodasaude.com.br




