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Crise Energética em Cuba: Falta de Combustível de Aviação Afeta Voos Internacionais e Turismo

Impacto Imediato nos Aeroportos e Voos

Cuba enfrenta uma situação sem precedentes em seus aeroportos internacionais desde segunda-feira (9 de fevereiro de 2026), com a ausência de combustível para abastecer aeronaves. A escassez levou as autoridades cubanas a emitir um Notam (Aviso a Aviadores), com validade inicial até 11 de março, impactando diretamente o transporte aéreo e o turismo. Companhias aéreas já começaram a ajustar suas operações. A Air Europa e a Iberia, da Espanha, terão que realizar escalas técnicas na República Dominicana para reabastecer seus voos de retorno de Havana para Madri. Já a Air Canada, principal operadora entre o Canadá e Cuba, suspendeu imediatamente seus serviços devido à indisponibilidade de combustível nos aeroportos cubanos. Outras companhias canadenses, responsáveis por grande parte do fluxo turístico, estão reduzindo a frequência de voos e permitindo cancelamentos ou remarcações sem custo adicional.

Turismo e Setor Hoteleiro em Queda

O turismo, um dos pilares da economia cubana, sente os efeitos da crise energética. Hotéis em destinos populares como Varadero e nos cayos do norte já suspenderam atividades e realocaram hóspedes para outras unidades, visando a redução do consumo. A rede hoteleira espanhola Meliá confirmou o fechamento temporário de três hotéis, justificando a decisão por motivos operacionais, como níveis de ocupação e otimização de recursos. O setor turístico já vinha enfrentando dificuldades, recebendo apenas 1,8 milhão de turistas internacionais em 2025, uma queda acentuada em relação aos 4,7 milhões de 2018. Turismo, remessas e missões médicas, antes fontes cruciais de divisas para a ilha, têm demonstrado perda de fôlego.

Agravamento da Crise Econômica e Isolamento Internacional

A atual escassez de combustível de aviação é atribuída pelo governo cubano ao intensificado bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos. O fornecimento venezuelano foi interrompido após eventos recentes, e o governo americano passou a ameaçar com tarifas países que mantivessem exportações de petróleo para a ilha. Essa pressão externa se soma à pior crise econômica cubana em décadas, marcada por escassez de alimentos e medicamentos, inflação elevada, apagões frequentes, queda na produção, déficit fiscal expressivo e forte migração. O Produto Interno Bruto (PIB) cubano recuou 5% em 2025, acumulando uma retração superior a 15% desde 2020, segundo o Centro de Estudos da Economia Cubana, que descreve o cenário como de “conjuntura crítica”.

Ajuda Humanitária e Perspectivas Futuras

Em meio à crise, o México, que foi um dos principais fornecedores de petróleo para Cuba em 2025, suspendeu seus envios de petróleo bruto. No entanto, o país anunciou o envio de 814 toneladas de ajuda humanitária, com dois navios militares transportando alimentos e produtos de higiene com destino a Cuba. As projeções oficiais de crescimento de 1% para 2026 são consideradas otimistas pelas instituições, especialmente diante do agravamento das restrições energéticas e do cenário de crises sobrepostas que o modelo econômico cubano tem demonstrado dificuldade em responder estruturalmente.

Fonte: www.poder360.com.br

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