Plano de Ação Entregue ao BC
O Banco de Brasília (BRB) protocolou na última sexta-feira (6.fev.2026) um Plano de Capital junto ao Banco Central (BC). O documento, apresentado pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, visa recompor o balanço e reforçar a liquidez da instituição em um prazo máximo de 180 dias.
Ações Preventivas e Possível Apoio do GDF
Segundo o BRB, o plano contém ações preventivas que serão implementadas caso se confirme a necessidade de aporte do Governo do Distrito Federal (GDF). A decisão sobre o suporte financeiro do GDF dependerá da conclusão das investigações em andamento sobre as operações com o Banco Master. O banco enfatiza que a iniciativa busca garantir a sustentabilidade, a estabilidade das operações e a transparência para clientes, investidores e parceiros, sem divulgar valores específicos em comunicado oficial.
Rombo Bilionário e Medidas de Liquidez
Informações anteriores, veiculadas em depoimento do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, à Polícia Federal no fim de 2025, apontam que as operações com o Banco Master teriam gerado um rombo de R$ 5 bilhões no balanço do BRB. O banco não detalhou as medidas apresentadas ao BC, apenas garantindo a proteção dos clientes e o funcionamento da instituição. Em tese, o BRB possui cinco possibilidades para levantar capital, incluindo a venda de ativos de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de FGTS, e a negociação de carteiras de crédito concedidas a Estados e municípios, com garantias do Tesouro Nacional.
Investigações e Venda de Ativos
As apurações em curso investigam a compra pelo BRB de cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master, com alegações de ativos superfaturados ou inexistentes. O BRB afirma que aproximadamente R$ 10 bilhões já foram substituídos ou liquidados e nega o bloqueio de bens. O banco também estaria tentando se desfazer de fundos de investimento adquiridos do próprio Banco Master. Medidas que envolvam recursos do GDF requerem aprovação da Câmara Legislativa do DF, visando injetar liquidez, reduzir o tamanho da instituição e diminuir a dependência de novos aportes do controlador em um cenário de restrições fiscais.
Fonte: www.poder360.com.br




