terça-feira, março 3, 2026
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Diretor da TAV Brasil critica falta de apoio do governo Lula ao trem-bala RJ-SP, que pode ficar fora do PAC

Projeto Estratégico Fora da Prioridade Governamental

O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) que conectará Rio de Janeiro e São Paulo enfrenta um obstáculo significativo: a aparente falta de apoio do governo federal. Bernardo Figueiredo, diretor-executivo da TAV Brasil, revelou em entrevista ao Poder360 que, apesar dos esforços do Ministério dos Transportes, o Palácio do Planalto não tem incluído a obra na carteira de investimentos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Essa ausência, segundo ele, prejudica a atração de investimentos privados, essenciais para a viabilidade do projeto, previsto para iniciar operações em 2033.

PAC como Selo de Credibilidade e Segurança para Investidores

Figueiredo enfatiza que a inclusão do trem-bala no PAC conferiria ao projeto o reconhecimento e a credibilidade necessários para atrair o setor privado. “Se a gente estivesse no PAC, a gente não teria dificuldade nem com o licenciamento ambiental do projeto”, declarou. Ele explica que a inclusão em programas estratégicos do governo sinaliza prioridade e viabilidade, mitigando os riscos inerentes a empreendimentos de grande porte. A falta dessa chancela governamental, contudo, torna a busca por financiamento mais árdua.

Histórico e Receio Governamental

O diretor-executivo aponta o histórico do projeto, que não obteve aprovação em governos anteriores do PT, como um fator de “receio” por parte da gestão atual. “O governo, o projeto como muito estigmatizado, como um projeto fantasioso dos governos anteriores, fica com essa dúvida”, comentou. Ele também sugere que a novidade na legislação que permite a autorização de empreendimentos ferroviários privados, criada durante o governo de Jair Bolsonaro, pode influenciar a hesitação.

Tarifas e Competição Modal

Uma vez concluído, o TAV Rio-SP terá tarifas estimadas em cerca de R$ 500 para o trecho completo, com valores variáveis conforme a antecedência da compra, similar ao modelo aéreo. Trechos intermediários devem custar entre R$ 300 e R$ 350. O projeto é concebido para competir diretamente com a ponte aérea, oferecendo maior previsibilidade e menor tempo total de viagem, além de potenciais benefícios ambientais pela redução de emissões de carbono. As estações planejadas são Água Branca em São Paulo e Central do Brasil no Rio de Janeiro, ambas com alta capacidade de integração com o transporte público existente.

Fonte: www.poder360.com.br

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