A Luta por Cidadania Plena
A recém-empossada primeira ouvidora trans do Paraná, em entrevista ao portal VIVA, expressou uma visão crítica sobre o papel do Estado na promoção dos direitos da comunidade trans. Segundo ela, apesar de avanços, o cenário ainda é de “falhas significativas” no acesso a direitos básicos, como saúde, educação, trabalho e justiça.
Desafios na Defensoria Pública e Políticas Efetivas
A ouvidora ressaltou a importância da atuação da Ouvidoria para garantir que a população trans tenha acesso efetivo à Defensoria Pública e aos seus direitos. Ela questionou como o Estado brasileiro tem atuado na promoção de políticas para pessoas trans adultas e idosas, grupos frequentemente invisibilizados nas estatísticas e nas ações governamentais. “O mais urgente é garantir direitos básicos de forma concreta: viver sem violência, acessar trabalho, saúde, educação e justiça”, afirmou.
Enfrentando a Violência Transfóbica
O Brasil continua sendo um dos países que mais mata pessoas trans no mundo. Diante dessa alarmante realidade, a ouvidora destacou que a Defensoria Pública tem um papel crucial a desempenhar. No entanto, a solução passa, invariavelmente, por uma “vontade política”, o “enfrentamento à transfobia institucional” e um “compromisso do Estado com a dignidade humana”.
Visão de Futuro: Cidadania, Não Exceção
Olhando para o cenário político atual, a ouvidora enfatizou que o objetivo primordial é que as pessoas trans sejam vistas como cidadãs plenas, e não como “exceções”. “Pessoas trans não precisam de concessões, mas do reconhecimento pleno de sua cidadania”, concluiu, reforçando a necessidade de ações concretas que vão além de discursos e promessas. A luta por direitos básicos e a erradicação da violência e da discriminação são os pilares para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Fonte: viva.com.br




