Copom Decide Manter a Taxa Selic em 15% ao Ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tomou a decisão de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15,0% ao ano, em sua reunião realizada na noite desta quarta-feira. Esta marca a quinta vez consecutiva que o colegiado opta por não alterar o patamar da taxa. A decisão foi unânime entre os membros do comitê, em linha com as expectativas da grande maioria dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast.
Contexto de Alta e Estabilidade da Selic
A manutenção da Selic ocorre após um período de intensos aumentos. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o Banco Central elevou a taxa em 4,50 pontos percentuais. Este ciclo de alta se destaca como o segundo maior dos últimos 20 anos, superado apenas pelo período pós-pandemia, quando a taxa subiu 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022. O atual cenário de estabilidade na taxa visa consolidar os esforços para controlar a inflação.
Inflação e Riscos Geopolíticos em Destaque
Na justificativa para a decisão, o Copom destacou que os riscos para a trajetória da inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados do que o usual. O comitê ressaltou que continua monitorando de perto os impactos do “contexto geopolítico” sobre os índices de preços. A autarquia enfatizou que o compromisso com a meta de inflação exige “serenidade quanto ao ritmo e à magnitude dos cortes”, indicando que a evolução das reduções futuras dependerá de fatores que ofereçam maior confiança no atingimento da meta inflacionária no horizonte relevante para a condução da política monetária.
Sinalização de Corte em Março Gera Expectativa
Apesar da manutenção da Selic, o comunicado divulgado pelo Banco Central trouxe uma sinalização considerada mais forte do que o esperado pela maioria do mercado: a indicação de um corte na taxa básica de juros já em sua próxima reunião, agendada para março. Essa perspectiva de alívio futuro contribui para um otimismo cauteloso entre investidores e consumidores.
Brasil Mantém Juros Reais Elevados Globalmente
Com a Selic em 15% ao ano, o Brasil se mantém na segunda posição entre os países com as maiores taxas de juros reais do mundo. Segundo dados do site MoneYou, o país registra um índice de 9,23%, ficando atrás apenas da Rússia, com 9,88%. A Turquia aparece em terceiro lugar, com 6,45%, seguida pelo México (5,39%) e Argentina (7,63%). Essa alta taxa de juros real impacta diretamente o custo do crédito e o poder de investimento no país.
Fonte: viva.com.br




