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Famílias de cidadãos de Trinidad e Tobago mortos em ataque militar dos EUA entram com processo por homicídio culposo e execução extrajudicial

Acusação de Ilegalidade e Falta de Justificativa

As famílias de Chad Joseph, de 26 anos, e Rishi Samaroo, de 42 anos, apresentaram nesta terça-feira (27 de janeiro de 2026) um processo contra o governo dos Estados Unidos, alegando homicídio culposo e execução extrajudicial. Segundo o documento, os cidadãos de Trinidad e Tobago estavam em um barco próximo à costa venezuelana quando foram alvos de um ataque militar norte-americano em 14 de outubro de 2025. O ataque fez parte da Operação Lança do Sul, uma campanha dos EUA contra o narcotráfico.

Versão Oficial vs. Relatos das Famílias

O governo dos EUA classificou Chad e Rishi como “narcoterroristas” com ligações ao tráfico de drogas internacional. No entanto, as famílias afirmam que ambos retornavam para casa após um período de trabalho na Venezuela e não possuem vínculos com atividades ilegais. Até o momento, não foram apresentadas provas que sustentem as alegações do governo americano sobre o envolvimento das vítimas com o narcotráfico.

Base Legal e Busca por Indenizações

O processo se fundamenta em leis norte-americanas relativas a mortes em alto-mar e violações do direito internacional. A ação descreve o ataque como “ilegal e sem justificativa”. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), o Centro para os Direitos Constitucionais e o advogado Jonathan Hafetz representam as famílias, que buscam indenizações pelas mortes de Chad Joseph e Rishi Samaroo.

Controvérsias sobre Campanhas Militares dos EUA

A campanha militar dos EUA no Caribe e no Pacífico Oriental já resultou na morte de pelo menos 117 pessoas, de acordo com informações da CNN. Embora o governo do presidente Donald Trump defenda as operações como essenciais para o combate ao narcotráfico, há questionamentos por parte de congressistas e advogados militares sobre a legalidade dessas ações. Os Departamentos de Justiça e Defesa dos EUA ainda não se pronunciaram oficialmente sobre este caso específico.

Fonte: www.poder360.com.br

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