“`json
{
"title": "Raquel Reis, CEO da SulAmérica: "Precisamos olhar para o crescimento do mercado e não esmagar o que já existe"",
"subtitle": "Em entrevista ao Futuro Talks, a executiva da SulAmérica defende um ecossistema de saúde suplementar mais colaborativo e sustentável, abordando desafios como custos, fraudes e a necessidade de envolver todos os atores do setor.",
"content_html": "<h3>SulAmérica em Recuperação e Foco no Cuidado</h3>n<p>A saúde suplementar no Brasil tem demonstrado sinais de recuperação após um período desafiador. Raquel Reis, CEO da SulAmérica, compartilhou em entrevista ao Futuro Talks que a empresa passou por um processo de reestruturação em 2023, focando na coordenação do cuidado e no combate ao desperdício através de diagnósticos precoces. Essa estratégia tem se mostrado eficaz, com um crescimento de aproximadamente 10% na base de beneficiários em 2024 e expectativas positivas para 2025. Reis enfatiza a importância de ver a saúde suplementar como parte de um ecossistema maior, que inclui o Sistema Único de Saúde (SUS), e que o crescimento do setor privado pode aliviar a pressão sobre o público.</p>nn<h3>Combate às Fraudes e Inovações em Produtos</h3>n<p>Um dos grandes desafios enfrentados pelo setor são as fraudes, que se agravaram no pós-pandemia. Raquel Reis destacou que a SulAmérica lançou, em 2023, 20 produtos dedicados a combater fraudes, incluindo reembolsos modulares e coberturas regionalizadas. A executiva revelou a descoberta de esquemas fraudulentos complexos, como uma máfia nigeriana, e ressaltou a política de tolerância zero da empresa. A conscientização sobre o uso correto dos planos de saúde e a necessidade de envolver os beneficiários como "auditores" são pontos cruciais para a sustentabilidade do sistema.</p>nn<h3>Desafios na Formação de Preços e o Papel da Indústria Farmacêutica</h3>n<p>A sustentabilidade dos planos de saúde também passa pela discussão sobre reajustes e a formação de preços. Raquel Reis abordou a complexidade de definir um índice único de sinistralidade para um mercado heterogêneo e a dificuldade em lidar com o alto custo de medicamentos inovadores, como um caso de R$ 17 milhões por dose. Ela defende um compartilhamento de risco mais equitativo com a indústria farmacêutica, onde o pagamento esteja atrelado à eficácia do tratamento, um modelo já praticado em outros países. A aproximação estratégica com fornecedores, incluindo a indústria farmacêutica, é vista como fundamental para equilibrar as contas e beneficiar tanto pacientes quanto operadoras.</p>nn<h3>Um Novo Marco Regulatório e o Futuro do Mercado</h3>n<p>Raquel Reis criticou a tendência de regulamentações que podem inviabilizar operações e diminuir a oferta de planos de saúde, citando exemplos de grandes operadoras que deixaram o mercado brasileiro. Ela defende um marco regulatório mais flexível, que permita a criação de produtos customizados e inovadores, como planos com franquias, para atender à diversidade de necessidades dos consumidores e impulsionar o crescimento do mercado. A CEO também celebrou a decisão do STF sobre o rol exemplificativo, considerando-a essencial para a precificação e a sustentabilidade do setor, e apontou a necessidade de maior letramento sobre o funcionamento dos seguros de saúde entre a população e as empresas.</p>"
}
“`
Fonte: futurodasaude.com.br




