Trump e a Contribuição para a Defesa Europeia
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, reconheceu o papel do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em impulsionar os aliados europeus a aumentar seus gastos com defesa. Rutte destacou que, apesar das controvérsias, Trump tem sido fundamental para que a Europa invista mais em segurança, um ponto crucial para a aliança atlântica.
Dependência Europeia dos EUA em Segurança
Rutte foi enfático ao afirmar a dependência da Europa em relação ao apoio de segurança dos Estados Unidos. Ele declarou a eurodeputados que a União Europeia, por si só, não possui a capacidade de se defender sem o respaldo americano. Segundo ele, para que os países europeus pudessem garantir sua própria defesa, seria necessário um investimento colossal de 10% do PIB de cada nação para desenvolver armas nucleares, um cenário que, na visão de Rutte, resultaria na perda do principal garantidor da liberdade europeia: o escudo nuclear dos EUA.
Acordo sobre a Groenlândia e o Ártico
Abordando a recente crise diplomática em torno da Groenlândia, Rutte informou que foram estabelecidas duas frentes de trabalho com a administração Trump. A primeira visa aumentar a responsabilidade da OTAN na defesa da região do Ártico, com o objetivo de conter a expansão russa e chinesa no local. A segunda linha de ação envolve um diálogo direto entre os Estados Unidos e as lideranças da Dinamarca e da Groenlândia, cujas conversas já estão em andamento.
Apoio à Ucrânia e a Indústria de Defesa Europeia
Em relação à guerra na Ucrânia, Rutte elogiou o empréstimo de 90 bilhões de euros concedido pela UE a Kiev. No entanto, ele pediu flexibilidade ao Parlamento Europeu quanto à cláusula que exige a compra exclusiva de armas fabricadas na Europa. Rutte argumentou que, embora a indústria de defesa europeia esteja em desenvolvimento, ela ainda não é capaz de suprir a demanda atual e futura da Ucrânia para sua autodefesa e dissuasão.
Fonte: pt.euronews.com




