Jean Wyllys retrata-se publicamente após condenação judicial contra o MBL
O ex-deputado federal Jean Wyllys (PT-RJ) publicou neste sábado (18) uma retratação pública direcionada ao Movimento Brasil Livre (MBL). A manifestação ocorre após decisão da 43ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, que o condenou por disseminar informações falsas contra integrantes da organização. Um recurso apresentado por Wyllys para reverter a sentença foi negado pela 2ª instância judicial.
Em seu perfil oficial na rede social X, Wyllys declarou que não pode mais afirmar que qualquer membro do MBL tenha cometido crimes e assumiu o compromisso de não repetir tais acusações, “sob as penas da lei”. Esta é a segunda vez que o ex-parlamentar é condenado em processos movidos pelo MBL.
Segunda condenação: histórico de embates entre Wyllys e o MBL
Em outubro de 2023, Jean Wyllys já havia sido condenado pela 38ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 10 mil de indenização ao movimento. Na ocasião, ele havia chamado integrantes do MBL de “defensores do nazismo” e “assediadores de mulheres sob guerra” em publicações nas redes sociais.
A mais recente condenação teve origem em um post onde Wyllys defendia o deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), que em abril de 2024 foi criticado por retirar à força um membro do MBL da Câmara dos Deputados. O mandato de Braga foi suspenso por 6 meses em dezembro. Naquele momento, Wyllys escreveu: “Alguém tem que botar limites nesses vigaristas, ladrões, assediadores de mulheres, predadores sexuais, nazistas e mentirosos doentios. Todos devemos dar um basta nessa canalha!”.
Justiça determina retratação, mas nega indenização
Na decisão mais recente, a Justiça considerou que as manifestações de Jean Wyllys excederam os limites da liberdade de expressão, acolhendo o pedido do MBL. Os desembargadores mantiveram a obrigação de retratação pública, porém, negaram o pedido de indenização por danos morais solicitado pelo movimento.
Em 2023, o juiz Danilo Mansano Barioni já havia considerado que o ex-deputado “extrapolou os limites da liberdade de expressão” ao comentar uma reportagem sobre opositores e integrantes do MBL que se uniram para organizar atos. Naquela sentença, o magistrado afirmou que “o requerido empenhou uma verdadeira campanha caluniosa e difamatória contra o autor, com ofensas diretas e clara intenção de macular a imagem e reputação do MBL”.
Wyllys volta a criticar o MBL mesmo após retratação
Apesar de ter cumprido a determinação judicial de retratação, Jean Wyllys utilizou o mesmo dia para fazer novas críticas ao MBL. Em outra publicação, ele mencionou episódios envolvendo membros do grupo, como a cassação do ex-deputado estadual Arthur do Val e declarações do deputado Kim Kataguiri sobre a Alemanha ter errado ao criminalizar o nazismo. “Se o MBL e suas lideranças não puderem assumir as próprias mazelas e conviver com críticas públicas, talvez devam reconsiderar a vida política”, afirmou o ex-deputado.
Fonte: www.poder360.com.br




