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Protestos Massivos na Dinamarca e Groenlândia Repudiam Plano de Trump para Comprar Ilha Estratégica

Dinamarca e Groenlândia em Uníssono Contra Proposta Americana

Milhares de pessoas tomaram as ruas da Dinamarca e da Groenlândia neste sábado (17) para demonstrar veementemente sua oposição às aspirações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adquirir a Groenlândia. Em Copenhague, uma multidão vestida nas cores da bandeira groenlandesa – vermelho e branco – formou uma maré humana na praça da prefeitura. Os manifestantes empunhavam cartazes com mensagens como “Os Estados Unidos já têm gelo suficiente” e uma adaptação do slogan de Trump, “Make America Go Away”, em clara repulsa à ideia de anexação.

Líderes e Cidadãos Unidos na Defesa da Autodeterminação

Em Nuuk, capital da Groenlândia, o próprio primeiro-ministro, Jens-Frederik Nielsen, juntou-se ao protesto, empunhando a bandeira do território autônomo. Faarnig Larsen Strum, um enfermeiro de 44 anos, resumiu o sentimento geral: “Não queremos que Trump invada a Groenlândia”. A mobilização se estendeu a outras cidades dinamarquesas, onde cidadãos enfatizaram a importância do direito do povo groenlandês de decidir seu próprio futuro, independentemente da pressão de qualquer nação, mesmo de um aliado. Kirsten Hjoernholm, funcionária da ONG Action Aid Dinamarca, destacou que a questão transcende a política interna, sendo uma matéria de direito internacional.

Motivações Estratégicas e Reações Internacionais

A iniciativa de Trump em buscar o controle da Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, estratégico e de baixa densidade populacional, tem sido reiterada por ele como uma forma de conter o avanço de Rússia e China no Ártico. Um dos seus assessores, Stephen Miller, reforçou o interesse americano, argumentando que a Dinamarca, um país pequeno, não teria a capacidade de defender a Groenlândia. No entanto, autoridades dinamarquesas já indicaram em reuniões recentes em Washington que, por ora, um acordo com os EUA parece inviável. Diversos líderes europeus manifestaram apoio à Dinamarca, membro fundador da OTAN, e uma missão militar europeia foi enviada à Groenlândia para tarefas de exploração.

Ameaças de Tarifas e Forte Rejeição Popular

Em um movimento que aumentou a tensão, Trump advertiu na sexta-feira que imporá tarifas a países que não apoiarem seus planos para a ilha. Organizações como o movimento civil ‘Mãos fora da Groenlândia!’ e o coletivo Inuit, que representa associações groenlandesas, buscam aproveitar a presença de uma delegação do Congresso americano em Copenhague para amplificar suas vozes. A presidente do movimento Uagut, Julie Rademacher, alertou que a pressão crescente sobre a Groenlândia e seus habitantes pode gerar mais problemas do que soluções. Uma pesquisa de janeiro de 2025 revelou que 85% dos groenlandeses rejeitam a ideia de se tornarem parte dos Estados Unidos. Durante sua visita a Copenhague, a delegação bipartidária do Congresso americano expressou apoio à Dinamarca e à Groenlândia, embora tenha ressaltado preocupações futuras com a segurança no Ártico.

Fonte: jovempan.com.br

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