Advogado com carreira jurídica consolidada assume o Ministério da Justiça
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou Wellington César Lima e Silva, de 60 anos, como o novo Ministro da Justiça. A nomeação ocorre após o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo em 8 de janeiro por motivos pessoais e familiares. Lima e Silva, que já ocupou a chefia da pasta por 11 dias em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, assume a missão de comandar um dos ministérios mais importantes do governo federal.
Trajetória acadêmica e profissional de destaque
Nascido em Salvador, Wellington Lima e Silva possui um currículo acadêmico robusto, com mestrado em direito penal e criminologia pela Universidade Candido Mendes e doutorado pela Universidade Pablo de Olavide, na Espanha. Sua carreira também inclui passagens pelo ensino superior, atuando como professor em cursos de graduação e pós-graduação. Antes de assumir o Ministério da Justiça, ele era o advogado-geral da Petrobras, cargo que ocupou desde julho de 2024.
Experiência prévia no Ministério da Justiça e na Casa Civil
A experiência de Lima e Silva no Ministério da Justiça não é inédita. Em março de 2016, ele chefiou a pasta por um breve período. Na época, sua saída ocorreu após uma decisão do STF que considerou inconstitucional a acumulação do cargo no Executivo com a função de procurador no Ministério Público da Bahia, optando ele por permanecer no MP. Mais recentemente, entre janeiro de 2023 e julho de 2024, Wellington Lima e Silva liderou a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil. Embora não tenha status de ministério, a SAJ é um órgão de grande relevância no Palácio do Planalto, responsável, entre outras funções, pelo Diário Oficial da União e por análises jurídicas de projetos, permitindo uma proximidade diária com o presidente da República.
Terceiro titular da pasta no mandato de Lula
Com a nomeação de Wellington Lima e Silva, o Ministério da Justiça soma agora três titulares durante o terceiro mandato do presidente Lula, sem contar a interinidade de Manoel Carlos de Almeida Neto. Essa mudança representa a 15ª alteração ministerial desde o início da gestão em 2023, evidenciando um período de reconfigurações na composição do alto escalão do governo.
Fonte: www.poder360.com.br




