Trump eleva o tom contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que o país tomará “medidas duras” caso o Irã execute manifestantes. A declaração surge em meio a relatos de que o regime iraniano planeja executar Erfan Soltani, de 26 anos, que participou dos protestos contra o governo. Trump utilizou suas redes sociais para enviar uma mensagem de apoio aos manifestantes, incentivando-os a continuar a luta e a registrar os nomes dos responsáveis pela repressão.
Repressão brutal e alto número de mortos
Relatos divulgados pelo jornal The New York Times descrevem a repressão aos protestos no Irã como “brutal”, com autorização para que as forças armadas “atirem para matar”. Segundo funcionários do Ministério da Saúde iraniano ouvidos pelo veículo, o número de mortos desde o início das manifestações pode ter chegado a 3.000 pessoas. Soltani, a vítima em potencial de execução, estaria detido sem acesso a advogado e sem acusação formal.
Ataque ao Irã é uma possibilidade, diz Wall Street Journal
Diante do cenário de violência e do aumento do número de mortos, o jornal The Wall Street Journal informou que um ataque ao Irã se tornou uma possibilidade mais provável do que improvável. Um funcionário da Casa Branca confirmou ao veículo que “todas as opções” de ação contra o Irã foram apresentadas ao presidente Trump. Essa escalada retórica e a consideração de medidas militares ocorrem após Trump ter declarado no fim de semana que os EUA ajudariam os iranianos a se libertarem do regime islâmico.
Contexto dos protestos
As manifestações no Irã, que já duram duas semanas, são as maiores desde 2022, quando a jovem Mahsa Amini foi detida por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Os protestos atuais são direcionados contra o governo e impulsionados pela pressão econômica, um problema crônico no país agravado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia em decorrência das ambições nucleares iranianas.
Fonte: jovempan.com.br




