O futuro do Instagram e Facebook em risco
Um novo julgamento nos Estados Unidos, com início marcado para a próxima terça-feira (18), pode alterar significativamente a dinâmica do Instagram e do Facebook no país. O processo, que teve início em 2023 e envolve 30 estados norte-americanos, alega que a Meta, empresa controladora das redes sociais, adota práticas que incentivam o vício em plataformas digitais e intensificam a comparação social entre adolescentes, utilizando mecanismos como curtidas e contas falsas.
Medidas drásticas exigidas
A juíza Yvonne Gonzalez Rogers, conhecida por sua atuação no caso entre Elon Musk e Sam Altman, conduzirá o julgamento. Os estados acusadores buscam não apenas uma multa bilionária de US$ 1 trilhão, mas também uma série de alterações profundas nas redes sociais da Meta. Entre as medidas propostas pelos estados, que visam proteger especialmente os menores de idade, estão o fim da rolagem infinita e a eliminação dos Stories. A Meta, por sua vez, nega veementemente todas as acusações.
O que esperar do julgamento
Nas próximas semanas, o tribunal ouvirá depoimentos de autoridades relevantes para o caso. Em comunicado oficial, a Meta expressou discordância com as alegações e reafirmou seu compromisso com o bem-estar dos jovens usuários. A empresa ressalta que já possui diversas iniciativas voltadas para a segurança e o apoio a esse público.
Impacto no Brasil e outras regiões
Caso a Meta seja condenada e obrigada a implementar mudanças em suas plataformas, é provável que essas alterações sejam inicialmente restritas ao território americano. De acordo com Diogo Coletta, advogado sócio do escritório Coletta Rodrigues Advogados, a jurisdição de uma sentença americana se limita aos EUA, e a empresa poderia criar versões adaptadas para outros países. “Uma sentença americana produz efeitos no território americano. Geolocalização e diferenciação de experiência por país são parte da arquitetura do negócio, não um obstáculo”, explica. Essa prática já é observada, por exemplo, com as adaptações de algoritmos para cumprir as regras da União Europeia e mecanismos de verificação de idade para atender à legislação brasileira.
Fonte: canaltech.com.br

