sexta-feira, agosto 14, 2026
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Nunes Marques anula filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Missão após suspeitas de fraude

Nunes Marques anula filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Missão após suspeitas de fraude

Senador teria sido filiado sem autorização, com dados fictícios, incluindo endereço bizarro. Partido alega ter sido vítima de fraude, mas versões divergem.

Filiação problemática e certidão confusa

O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou o cancelamento da filiação do senador Flávio Bolsonaro ao recém-criado Partido Missão. A decisão surge após uma série de inconsistências e suspeitas de fraude no registro do parlamentar, que também figura como filiado ao PL desde 2021. Uma certidão histórica da Justiça Eleitoral revelou que a filiação ao Missão foi registrada em 12 de agosto de 2026, mesma data em que Flávio Bolsonaro aparecia como desfiliado do PL. Essa coincidência temporal levantou bandeiras vermelhas e acionou o TSE.

Endereço fictício e dados adulterados?

O Partido Missão divulgou um relatório técnico que aponta para uma possível fraude na filiação. Segundo a legenda, o cadastro teria sido realizado por um terceiro não identificado, sem a autorização do senador. Uma das evidências apresentadas é o CPF informado no registro, que o partido alega não corresponder aos dados reais de Flávio Bolsonaro. Mais intrigante ainda, o endereço cadastrado para o senador foi “Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ, CEP 21588-455”. O partido considera este dado fictício, reforçando a hipótese de manipulação.

Tentativas de cancelamento negadas e versões conflitantes

O relatório do Missão detalha que, ao identificar a divergência nos dados, o partido tentou solicitar a exclusão do registro no sistema da Justiça Eleitoral, mas o pedido foi negado. “Em razão dessa recusa, o registro seguiu seu processamento normal e foi efetivado pelo sistema Filia antes que fosse possível revertê-lo”, aponta o documento. O partido também informou que houve duas tentativas de pagamento via Pix no valor de R$ 4.789,68, que teriam sido recusadas. A versão do Missão contrasta com a certidão do TSE, que mostra a filiação como regular. O partido alega ter sido vítima de uma “filiação fraudulenta” e que Flávio Bolsonaro foi informado da tentativa desde 2 de agosto, com e-mails enviados e abertos, mas não respondidos.

Desafio e repúdio do Partido Missão

Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, sugeriu que a filiação poderia ter sido uma estratégia do próprio senador para autopromoção, apresentando como prova o uso do e-mail oficial de Flávio Bolsonaro. Santos lançou um desafio para uma acareação pública, onde ele e o senador apresentariam os registros técnicos do caso. O Partido Missão, em nota, reiterou que “não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”. A legenda afirmou que está tomando providências junto à Polícia Federal e ao TSE.

Fonte: viva.com.br

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