Em um cenário de reconfiguração logística no Brasil, marcado pela saída da FedEx do mercado doméstico e pela crise financeira dos Correios, a DHL Express anuncia um robusto plano de investimentos de R$ 270 milhões no país até 2030. A companhia alemã optou por uma estratégia de crescimento orgânico, focando na expansão de sua rede de lojas físicas e no aumento da capacidade de seu centro de distribuição em São Paulo.
Expansão Orgânica e Nova Rede de Lojas
A CEO da DHL Express Brasil, Mirele Mautschke, destacou em entrevista ao NeoFeed que a aposta é no desenvolvimento próprio da operação. “Vamos buscar o nosso crescimento no Brasil de forma orgânica. É no que a gente acredita”, afirmou. O plano prevê um salto significativo no número de lojas, saindo das atuais 39 para 75 unidades até 2030. Essa expansão visa aproximar a empresa dos clientes e atender à crescente demanda, especialmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.
Oportunidades em um Mercado em Transformação
A decisão da FedEx de encerrar suas operações domésticas no Brasil é vista pela DHL como uma oportunidade para consolidar sua presença e expandir sua atuação geográfica e infraestrutural. “Há um mercado enorme no país, com uma dimensão continental. Apesar de todos os desafios, o mercado brasileiro está em expansão”, pontua Mirele Mautschke. A empresa também está atenta às necessidades de pequenas e microempresas e do setor bancário, além de focar no segmento de e-commerce.
Investimento em Infraestrutura e Adaptação Global
Uma parte considerável dos R$ 270 milhões será destinada à ampliação do centro de distribuição da DHL em São Paulo. A meta é dobrar a capacidade operacional do local, que hoje processa três mil peças por hora, até 2028. Com a rede atual de lojas e 17 filiais próprias, a DHL já atende cerca de 3,3 mil cidades, cobrindo aproximadamente 90% do PIB nacional. A empresa também se adapta a mudanças na tarifação global e identifica novas oportunidades, como o transporte de produtos farmacêuticos de alto valor agregado e com necessidade de monitoramento e refrigeração.
Desafios e Perspectivas no Brasil
Apesar do otimismo, a CEO da DHL Express Brasil reconhece os desafios inerentes ao mercado brasileiro, como questões regulatórias, tributárias e a infraestrutura logística. “Há um Custo-Brasil grande para operar no País. Não é fácil. Também há problemas de infraestrutura”, admitiu Mirele. Contudo, a unidade brasileira figura entre as 30 principais operações globais da DHL Express e está entre os 20 países prioritários para investimentos, demonstrando a confiança da matriz no potencial de crescimento do mercado nacional.
Fonte: neofeed.com.br

