Resistência a MP e Defesa de Ampla Discussão
O ex-ministro da Justiça, Tarso Genro (PT-RS), manifestou nesta segunda-feira (12.jan.2026) sua posição contrária à criação do Ministério da Segurança Pública por meio de medida provisória (MP), especialmente em um ano eleitoral. Segundo ele, tal iniciativa geraria considerável resistência e não seria a abordagem mais adequada para a reorganização da pasta.
Genro, cotado para assumir um eventual ministério de Segurança Pública, declarou ao Poder360 que não aconselharia o desmembramento do Ministério da Justiça neste momento. Ele ressaltou que a criação de uma nova estrutura ministerial, defendida por setores do PT como estratégia para as eleições de 2026, deveria ter sido encaminhada há mais tempo.
Estratégia Alternativa Proposta
Em vez de uma MP, Tarso Genro sugere que o futuro ministro da Justiça promova um amplo debate com a sociedade sobre a estrutura do futuro Ministério da Segurança Pública. Ele avalia que a criação da pasta via MP seria inadequada, possivelmente configurando-a como uma secretaria e não como um ministério de Estado, o que, em sua opinião, intensificaria as objeções.
“Só poderia ser criado por medida provisória, num nível assim inadequado, na minha opinião, que seria de uma secretaria e não de um ministério de Estado, como deve ser feito, e receberia muita resistência”, afirmou Genro. Ele ainda complementou que a proposta de criação da pasta é válida e necessária, mas que a estratégia para sua implementação precisa ser revista.
Nomes para a Justiça e a Segurança Pública
Para o Ministério da Justiça, o nome de Wellington Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras, tem ganhado força. Ele já atuou na Casa Civil e, durante o governo Dilma Rousseff, ocupou a pasta da Justiça interinamente por 11 dias. Sua indicação é apoiada por figuras influentes ligadas ao presidente Lula, como os ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Rui Costa (Casa Civil).
O Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que apoia a criação do Ministério da Segurança Pública, apresentou duas sugestões: o atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, e o delegado de Polícia Federal e ex-secretário de Segurança do Espírito Santo, Roberto Sá. Enquanto a definição não ocorre, Manoel Carlos de Almeida Castro permanece como ministro interino da Justiça e Segurança Pública.
Fonte: www.poder360.com.br




