Crises de saúde se agravam na prisão
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) utilizou as redes sociais no último domingo (11.jan.2026) para expressar preocupação com o estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido desde o final de novembro. Segundo Carlos, um médico foi chamado para avaliar o ex-chefe do Executivo, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses em um processo relacionado a uma tentativa de golpe de Estado.
Relato de piora e pedido de prisão domiciliar
Em sua publicação, Carlos Bolsonaro descreveu que as persistentes crises de soluços do pai evoluíram para um quadro de azia constante, o que estaria impedindo Bolsonaro de se alimentar e dormir adequadamente, além de provocar crises de vômito. Ele informou que a defesa do ex-presidente protocolou, no fim de semana, mais um pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento da postagem, o requerimento ainda não havia sido analisado pela Corte.
Abalo psicológico e sequelas da facada
O ex-vereador atribuiu os problemas de saúde a possíveis sequelas da facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018, durante a campanha presidencial. “É perceptível, ainda, o grave abalo psicológico que sofre, agravado pelo fato de permanecer sozinho na solitária”, escreveu Carlos, que também divulgou uma imagem que, segundo ele, mostra Bolsonaro em meio a “intermináveis crises de vômito”.
Queda na cela e críticas ao STF
A preocupação com a saúde de Bolsonaro já havia sido manifestada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na sexta-feira (9.jan). Ela relatou nas redes sociais que o marido apresentava “perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos”. Bolsonaro sofreu uma queda em sua cela no dia 6 de janeiro, e o ministro do STF Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa para que ele deixasse a prisão para exames. Michelle criticou a decisão, acusando o magistrado de negligência e tortura.
Traumatismo craniano leve e liberação hospitalar
A autorização para que Bolsonaro fosse ao Hospital DF Star ocorreu na manhã seguinte à queda. Após os exames, a equipe médica informou que o ex-presidente sofreu um traumatismo craniano leve, sem danos cerebrais, e que a desorientação poderia ser resultado da interação medicamentosa. Ele retornou à prisão no mesmo dia.
Fonte: www.poder360.com.br




