Dificuldade em Identificar e a Insegurança do Cidadão
Um levantamento recente aponta que o Brasil registrou impressionantes 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais em um período de um ano. Um dos principais desafios destacados pela pesquisa é a dificuldade em identificar essas fraudes, com 41% dos brasileiros admitindo não ter confiança em sua própria capacidade de reconhecer um golpe. Esse cenário se agrava quando se observa a percepção das vítimas: em 2026, 40% só descobriram que haviam sido lesadas após serem alertadas por terceiros ou instituições, um aumento em relação aos 34% de 2025.
Impacto Financeiro e Emocional dos Golpes
Embora o valor total estimado de perdas em 2026 tenha sido de R$ 21,2 bilhões, inferior aos R$ 99 bilhões projetados anteriormente, a diferença é atribuída a mudanças metodológicas na pesquisa. No entanto, o impacto financeiro é apenas uma parte da história. O estudo também aponta para consequências significativas na saúde mental das vítimas. Neste ciclo, 76% relatam efeitos moderados ou significativos em seu bem-estar emocional, um aumento considerável em comparação com os 59% registrados na edição de 2025.
Barreiras na Denúncia e Recuperação de Valores
Na América Latina, a falta de registro de ocorrências por parte das vítimas é um problema recorrente, com 50% dos casos não sendo denunciados por desconhecimento sobre a quem recorrer. Outros motivos incluem a percepção de que a denúncia não faria diferença (36%), a complexidade do processo (28%) e o receio de vergonha ou exposição. No Brasil, 19% das vítimas optaram por não reportar o golpe à polícia ou órgãos competentes. A recuperação dos valores perdidos continua sendo um desafio, com apenas 20% das vítimas informando ter recebido reembolso total ou parcial ou recuperado o dinheiro.
Avaliação das Instituições na Prevenção e Resposta
As instituições financeiras, como bancos, meios de pagamento e corretoras de criptomoedas, são as mais bem avaliadas pelos brasileiros na prevenção e resposta a golpes. A polícia aparece em segundo lugar no ranking de avaliação, demonstrando uma melhora significativa em relação à edição anterior. Provedores de sites e empresas de hospedagem também figuram na lista, enquanto as operadoras de telecomunicações são consideradas as menos eficazes. Apesar dessas avaliações, a eficácia na recuperação de perdas financeiras permanece limitada.
Fonte: www.poder360.com.br

