Candidato do PSD busca fortalecer programa com experiência internacional
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta sexta-feira (6 de agosto de 2026) que Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), será o responsável por coordenar a área de diplomacia e comércio exterior em seu programa de governo. Azevêdo, diplomata de carreira e engenheiro elétrico, traz consigo uma vasta experiência em negociações internacionais e já atuava informalmente na elaboração das diretrizes do plano.
Experiência e Trajetória de Roberto Azevêdo
Formado pelo Instituto Rio Branco, Roberto Azevêdo foi o primeiro latino-americano a liderar a OMC, em 2013, após derrotar candidatos apoiados por potências como Estados Unidos e União Europeia. Sua carreira inclui passagens importantes, como a chefia do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores entre 2005 e 2006. Após dois mandatos na OMC, renunciou em 2020 para assumir a vice-presidência do grupo PepsiCo, demonstrando sua capacidade de transitar entre o setor público e o privado.
Críticas à Polarização e ao Governo Atual
Durante o anúncio, Ronaldo Caiado criticou veementemente o cenário político atual, direcionando suas críticas ao governo federal e à família Bolsonaro. Segundo o candidato, a polarização tem prejudicado o Brasil no âmbito diplomático, com um lado promovendo taxações com fins eleitorais e trocando o debate de projetos por confrontos internacionais, enquanto o governo se dedica a politizar negociações com “bravatas e ofensas diplomáticas”. Caiado descreveu Azevêdo como a “antítese” desse cenário, destacando sua experiência e reconhecimento internacional.
Visão para o Cenário Internacional
Roberto Brant, coordenador do plano de governo de Caiado, ressaltou a importância da escolha de Azevêdo diante do atual cenário internacional, marcado pela retomada de medidas protecionistas e pela dissolução da ordem global estabelecida em 1945. Brant enfatizou a necessidade de o Brasil encarar essa nova reconfiguração com realismo e assumir uma posição de protagonista. Ele elogiou Azevêdo como um dos “grandes analistas do cenário internacional” e um contribuidor fundamental para o desenvolvimento do programa de governo.
Fonte: www.poder360.com.br

