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IA de Stanford Aprende a Linguagem do Sono para Prever Mais de 100 Doenças com Alta Precisão

Inteligência Artificial Decifra Sinais Noturnos

Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram um modelo de inteligência artificial (IA) chamado SleepFM, capaz de “aprender a linguagem do sono” para prever o risco de desenvolvimento de mais de 100 patologias. A tecnologia combina dados de monitoramento do sono com o histórico de saúde individual dos pacientes, demonstrando uma capacidade notável em identificar potenciais problemas futuros.

Previsões Surpreendentes em Testes

O SleepFM alcançou uma precisão de pelo menos 80% na previsão do desenvolvimento de doenças graves, incluindo Parkinson, Alzheimer, demência, cardiopatia hipertensiva, enfarte, câncer de próstata e câncer de mama. Além disso, o modelo previu corretamente a morte de pacientes em 84% dos casos. Embora com menor precisão, também detectou casos de doença renal crônica, AVC e arritmia em, no mínimo, 78% das vezes.

O Sono Como Um Riqueza de Dados Fisiológicos

“Registamos um número impressionante de sinais de saúde quando estudamos o sono”, afirma Emmanuel Mignot, professor de medicina do sono em Stanford. Ele explica que o período de sono representa uma análise fisiológica geral, onde o corpo, imobilizado por cerca de oito horas, revela uma vasta quantidade de dados. Sinais corporais dessincronizados, como um cérebro em estado de sono profundo enquanto o coração permanece ativo, são exemplos de indicadores que a IA pode identificar como sinais de alerta.

Próximos Passos e Limitações do Estudo

Stanford planeja integrar dados de dispositivos vestíveis (wearables) à base de dados do SleepFM para aprimorar ainda mais as previsões. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o estudo atual envolveu apenas indivíduos que já participavam de ensaios em clínicas do sono por suspeita de problemas de saúde. Portanto, a amostra não é representativa da população em geral, e a capacidade da IA para detecção de doenças em larga escala ainda precisa ser confirmada.

Fonte: pt.euronews.com

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