terça-feira, agosto 4, 2026
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Baleia-jubarte Jovem Encalha em Praia Grande: Entenda a Migração e os Riscos

Baleia morta atrai curiosos em Praia Grande

Um espetáculo incomum e triste marcou a orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo, com o aparecimento de uma baleia-jubarte morta. O animal, que chamou a atenção de moradores e turistas, foi isolado pela equipe do Instituto Biopesca, que realizou a coleta de material para análise. A expectativa é que a pesquisa possa determinar as causas da morte do cetáceo, que não apresentava ferimentos visíveis ou sinais de enredamento em redes de pesca.

Remoção e análise da carcaça

A Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) da prefeitura de Praia Grande atuou na remoção da carcaça, utilizando pás-carregadeiras para empurrá-la para fora d’água. Posteriormente, os restos mortais foram encaminhados para um aterro sanitário. Enquanto isso, o trabalho de análise do material coletado segue em andamento, visando esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do animal.

A temporada de migração das baleias-jubarte

Segundo o biólogo marinho Eric Comin, a baleia encontrada em Praia Grande era jovem, medindo entre 10 e 12 metros e pesando de 20 a 25 toneladas. Comin explica que esta época do ano é crucial para as baleias-jubarte, pois marca o início de sua longa jornada migratória para reprodução. Elas deixam as águas frias da Antártica, onde se alimentaram durante o verão, em direção às águas mais quentes da costa brasileira para procriar e amamentar seus filhotes. Essa migração é uma das maiores realizadas por grandes animais no planeta, com trajetos que podem chegar a 8 a 10 mil quilômetros no Atlântico Sul.

Riscos e alertas para a população

O biólogo faz um alerta importante para a população: a aproximação de carcaças de baleias encalhadas pode apresentar diversos riscos. Um deles é a possibilidade da maré arrastar o corpo do animal de volta para a água ou em direção às pessoas. Além disso, a presença da carcaça pode atrair predadores, como tubarões, aumentando o perigo de acidentes. Outro ponto de atenção é o odor forte e os gases exalados pelo corpo em decomposição, que podem causar mal-estar, dores de cabeça, náuseas e vômitos. A carcaça também pode atrair insetos e outros organismos que representam riscos à saúde humana.

Outros resgates no litoral

O Instituto Biopesca, responsável pela análise da baleia, também atua no monitoramento da Bacia de Santos. Recentemente, a equipe resgatou um lobo-marinho sul-americano debilitado na praia do Satélite, em Itanhaém, que foi encaminhado para reabilitação. Em outro incidente, um lobo-marinho-subantártico foi monitorado na praia do Balneário Maracanã, em Praia Grande, e retornou ao mar após 24 horas de observação.

Fonte: viva.com.br

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