Vídeo aborda investigações sobre tráfico de influência e corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva.
Em mais um episódio de sua série de vídeos produzidos com inteligência artificial, intitulada “Os Intocáveis”, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) ironizou as investigações que miram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vídeo, divulgado nesta sexta-feira (31.jul.2026), faz referência direta à abertura de dois inquéritos autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção.
A produção audiovisual apresenta uma conversa fictícia e bem-humorada entre personagens que representam o presidente Lula, a primeira-dama Janja da Silva, Lulinha e o ministro Flávio Dino. No roteiro, a preocupação de Lula não estaria com as investigações em si, mas sim com o impacto que elas poderiam ter no cenário eleitoral.
Referências a casos antigos e à atuação do STF marcam o vídeo.
O conteúdo do vídeo remete a episódios anteriores envolvendo Lulinha, como contratos da empresa Gamecorp com a Telemar, a CPI dos Correios e investigações que foram arquivadas em anos passados, além da decisão judicial que anulou provas relativas ao caso Oi. Em um dos trechos, o personagem de Lulinha sugere ter se beneficiado de sucessivos arquivamentos de processos.
A peça também simula uma tentativa de Lula de contatar o STF em busca de auxílio para o filho. A ligação é atendida por um personagem que representa o ministro Flávio Dino, que, segundo o roteiro, informa que o caso está sob relatoria de André Mendonça e que, desta vez, não seria possível interferir.
Série com IA já gerou polêmicas e ações judiciais.
A série “Os Intocáveis” tem sido utilizada por Zema para criticar ministros do STF e políticos envolvidos em investigações, como as relacionadas ao Banco Master. Em episódios anteriores, o candidato já havia satirizado os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, abordando temas como voos em jatinhos e o Fórum de Lisboa.
A produção de vídeos com IA para criticar membros da Corte já rendeu reações. Gilmar Mendes chegou a acionar o STF contra Zema, argumentando que os vídeos utilizavam conteúdo falso gerado por IA para ofender a honra de integrantes do tribunal e pedindo a inclusão do candidato no inquérito das fake news. Recentemente, em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Zema por calúnia contra Gilmar.
Detalhes das investigações contra Lulinha.
O primeiro inquérito autorizado por André Mendonça visa apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção em articulações ligadas ao mercado de cannabis medicinal. A Polícia Federal (PF) investiga se Lulinha atuou para favorecer a comercialização de canabidiol junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência, em parceria com a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes. Esta investigação tem origem em provas compartilhadas da operação Sem Desconto.
Um segundo inquérito, também autorizado por Mendonça nesta sexta-feira (31.jul), foca em suspeitas de tráfico de influência relacionadas a contratos da Dataprev. A PF apura se Lulinha teria ligação com o empresário Cléber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT, que buscava contratos com a estatal e outros órgãos federais. A investigação busca determinar se o empresário financiou despesas de Lulinha em troca de facilitação de acesso ao governo.
A defesa de Lulinha, por meio do advogado Marco Aurélio de Carvalho, classificou a nova apuração como uma “pesca probatória”, negou irregularidades e afirmou que as investigações anteriores não encontraram provas. A defesa também alega que a investigação tenta influenciar as eleições de 2026.
Fonte: www.poder360.com.br

