Petro temeu captura após ação contra Maduro
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, admitiu em entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País ter temido ser capturado pelos Estados Unidos, seguindo o mesmo destino do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Maduro foi detido pelo governo americano no último sábado, 3 de janeiro, e levado para julgamento em Nova York. Petro respondeu “Sem dúvidas” ao ser questionado se temia que algo semelhante pudesse ocorrer com ele.
Conversa com Trump e ameaças veladas
Segundo Petro, uma conversa telefônica com o presidente americano Donald Trump, realizada na quarta-feira (7), pode ter contribuído para amenizar a tensão. O líder colombiano relatou que Trump teria dito estar pensando em “fazer coisas ruins” na Colômbia e que uma operação militar estava sendo planejada. Petro acredita que, após o diálogo, as ameaças foram “congeladas”, mas ressalta a possibilidade de estar enganado.
Defesa popular como única proteção
Apesar de expressar receio, Petro informou que não reforçou sua segurança pessoal. Ele destacou a ausência de defesa aérea na Colômbia, justificando que o foco sempre foi o combate interno, e que guerrilheiros não possuem aeronaves de guerra avançadas. A única defesa que Petro considera ter é o seu povo, motivo pelo qual convocou a “resistência popular” na quarta-feira.
Avaliação sobre a situação na Venezuela
Sobre a Venezuela, Petro mencionou ter conversado com a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente após a detenção de Maduro. Ele avalia que Rodríguez enfrenta pressões internas e externas e que a unidade latino-americana é crucial. Petro defende que a solução para a crise venezuelana deve surgir de um diálogo interno, e que os EUA e a América Latina devem facilitar esse processo, alinhando-se à ideia de transição para eleições livres, proposta também por figuras americanas como Marco Rubio.
Fonte: jovempan.com.br




