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Lula orienta busca por novos mercados após tarifaço dos EUA; Alckmin critica sobretaxa de 25%

Brasil busca diversificar exportações diante de novas tarifas americanas

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) revelou nesta sexta-feira (17.jul.2026) que a estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para lidar com o recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos é focar na abertura de novos mercados internacionais. A medida, que adiciona uma sobretaxa de 25% a produtos brasileiros, foi classificada por Alckmin como “injusta e descabida”, especialmente considerando o superávit comercial dos EUA com o Brasil.

“Nós não saímos da mesa de negociação, a negociação é permanente. Nós vamos defender o interesse do Brasil, o emprego, as empresas, a economia permanentemente. Essa é a orientação do presidente Lula. A outra é buscar novos mercados, e está indo bem”, declarou Alckmin em entrevista à GloboNews. Ele ressaltou que o comércio exterior brasileiro continua em expansão, com um recorde de US$ 348 bilhões em exportações globais em 2025 e um desempenho positivo no primeiro semestre de 2026.

Acordos do Mercosul como alternativa estratégica

Para mitigar os impactos das novas tarifas americanas, Alckmin destacou os acordos comerciais já firmados pelo Mercosul, incluindo pactos com Cingapura, a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) e a União Europeia. Além disso, estão em andamento negociações para ampliar as linhas de comércio preferencial com países como Canadá, Japão, México e Emirados Árabes Unidos.

Entenda a nova tarifa americana

A sobretaxa de 25% foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na última quarta-feira (15.jul.2026), após a conclusão de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A nova alíquota entrará em vigor em 22 de julho, com um período de tolerância até 29 de julho para mercadorias em trânsito. Itens tradicionais da pauta de exportação brasileira, como carne bovina e café, estão isentos da nova cobrança.

A Casa Branca justificou a medida alegando vantagens consideradas desleais por parte do Brasil em áreas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, desmatamento ilegal e o mercado de etanol. O governo brasileiro estima que a nova tarifa afete cerca de 18% das exportações para os EUA, com um impacto aproximado de US$ 7 bilhões. O Brasil contesta todas as acusações e considera que o uso da Seção 301 dificulta contestações judiciais imediatas nos EUA.

Histórico de tarifas e reações

Este não é o primeiro aumento tarifário imposto pelos EUA. Em abril de 2025, Trump já havia estabelecido tarifas recíprocas iniciais de 10% para 125 países, incluindo o Brasil. Em novembro do mesmo ano, houve uma redução nas tarifas sobre carne bovina e café, mas uma taxa adicional de 40% foi mantida, posteriormente revogada. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA declarou as tarifas globais de Trump ilegais, levando a um novo decreto de tarifa global de 10%.

Em resposta às novas medidas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) propôs a criação de um grupo de trabalho multissetorial para mitigar os impactos do tarifaço sobre os produtos brasileiros.

Fonte: www.poder360.com.br

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