Cenário alarmante em 2026
O Brasil já contabiliza um número preocupante de 82.544 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Deste total, quase metade (48,8%) apresentou confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Os dados, divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também apontam para uma letalidade alarmante: o país soma 3.591 óbitos por SRAG neste ano. Nas últimas quatro semanas, a influenza A se destacou como o vírus mais letal, sendo responsável por 46,5% das mortes confirmadas por vírus respiratórios.
Impacto por faixa etária e regiões em alerta
O impacto dos vírus respiratórios varia significativamente entre as diferentes faixas etárias, e a Fiocruz destaca que 11 dos 27 estados brasileiros apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo. Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo estão em nível de alerta ou risco. Entre as capitais, Curitiba, Porto Alegre, Belém e Aracaju mostram crescimento de casos. Em Curitiba e Rio Branco, o aumento de casos entre a população idosa chama a atenção.
Medidas de prevenção são cruciais
Diante deste cenário, a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, ressalta a importância da vacinação como a medida mais eficaz. “É fundamental que as pessoas dos grupos prioritários tomem a vacina contra a influenza e o VSR para diminuir as chances de formas graves ou óbito”, orienta a especialista. Além da imunização, a adoção de medidas de higiene e distanciamento social continua sendo recomendada para conter a disseminação dos vírus respiratórios.
Fonte: viva.com.br

