segunda-feira, junho 15, 2026
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Mulheres nas Forças Armadas: Crescimento de 10% em 5 Anos e o Marco da Primeira General

Aumento Significativo na Presença Feminina

Nos últimos cinco anos, a participação das mulheres nas Forças Armadas do Brasil registrou um expressivo crescimento de 9,9%. Entre 2021 e 2025, o número de militares femininas saltou de 34.227 para 37.622. Em 2025, elas representavam 10,9% do efetivo total das três Forças: Exército, Marinha e Aeronáutica.

Aeronáutica Lidera e Marinha se Destaca

A Aeronáutica se destaca como a Força com a maior proporção de mulheres em seu contingente, totalizando 15.080 em 2025, o que corresponde a 22,3% do seu efetivo. A Marinha, embora com o menor número absoluto de mulheres (9.084), ocupa a segunda posição em termos de participação proporcional, com 12,5% de seu efetivo sendo feminino. Já o Exército conta com 13.458 mulheres, representando 6,5% do seu total.

Alistamento Feminino: Um Novo Capítulo

Uma mudança significativa ocorreu em 2025 com o início do alistamento militar feminino voluntário. A partir de então, mulheres com mais de 18 anos podem se candidatar ao serviço militar inicial. Essa iniciativa do Ministério da Defesa visa aumentar progressivamente o recrutamento feminino, com a meta de que elas representem 20% das vagas do alistamento em até dez anos. Anteriormente, o ingresso de mulheres nas Forças Armadas era restrito a concursos públicos e escolas militares específicas.

Primeiras Voluntárias e Formação Militar

Em março de 2026, as primeiras 1.467 voluntárias foram incorporadas ao Serviço Militar Inicial Feminino (Smirf) em 13 estados e no Distrito Federal. A formação básica dessas militares tem duração de três a quatro meses, dependendo da Força, e inclui adaptação à rotina militar, treinamento físico, instrução de armamentos, serviço de guarda e atividades de campo. Após a formação, as militares desempenham funções administrativas e operacionais equivalentes às dos homens, com os mesmos benefícios.

Marco Histórico: A Primeira Mulher General

O ano de 2026 também foi marcado por um feito inédito: a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho, de 57 anos, tornou-se a primeira mulher a alcançar o generalato na história do Exército Brasileiro. Sua promoção foi celebrada como um avanço histórico, especialmente com a crescente integração feminina em áreas operacionais e de combate. A partir de 2026, o segmento feminino passou a integrar também o quadro de Comunicações e atividades de combate. Na mesma cerimônia, o Exército iniciou o serviço militar feminino voluntário com 1.465 pioneiras, selecionadas entre 34.000 inscritas.

Fonte: www.poder360.com.br

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